Pular para o conteúdo principal

ÊXODO 12:29 – Se Deus é amor, como pôde ele matar os primogênitos de todos os egípcios?

Escritura
PROBLEMA: Êxodo 12:29-30 descreve aquela terrível noite quando Deus feriu, na terra do Egito, “desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até o primogênito do cativo que estava na enxovia; e todos os primogênitos dos animais”. Esse juízo miraculoso foi levado ao Egito porque Faraó se recusara a deixar o povo ir. Entretanto, o povo do Egito não tinha controle sobre os atos de Faraó. Como um Deus de amor poderia então ferir os primogênitos dos egípcios, que não eram responsáveis pelas decisões de Faraó?
SOLUÇÃO: Primeiro, não é certo presumir que, pelo fato de o povo egípcio não ter tido controle sobre as decisões de Faraó, eles eram completamente inocentes. Cada pessoa egípcia teve, de certo, a oportunidade de, por toda a dura prova dada por Deus sobre o Egito, fugir para Moisés e os hebreus atrás de proteção daqueles juízos. De fato, Êxodo 12:38 afirma que “subiu também com eles [os filhos de Israel] um misto de gente”.
Sem dúvida, muitos egípcios juntaram-se aos hebreus em decorrência dos juízos de Deus. O fato de que a maioria não quis se voltar ao Deus vivo, mesmo depois daquelas nove pragas anteriores, indica que eles não eram apenas observadores inocentes.
Segundo, simplesmente porque o povo egípcio não mudou o pensamento de Faraó, não quer dizer que esse povo não poderia tê-lo feito. Embora o poder do povo seja severamente limitado num regime ditatorial, como o do Egito, pode-se admitir que o povo poderia ter se revoltado, ou para forçar Faraó a mudar de ideia, ou para destituí-lo. De fato, Êxodo 12:33 afirma: “Os egípcios apertavam com o povo, apressando-se em lançá-los fora da terra”.
Até esse ponto, o povo egípcio aparentemente não fez esforço algum para apressar a saída dos hebreus daquela terra. Os egípcios obviamente estavam contentes em deixar essas questões nas mãos do seu rei. Por agirem assim, eles não eram inocentes das decisões que foram tomadas pelo seu rei. O juízo de Deus não se dirigiu somente a Faraó ou aos chefes de estado da terra, mas ao Egito como um todo, já que eles eram igualmente responsáveis pela opressão e escravidão imposta ao povo de Deus.

Fonte: GEISLER, Norman L.; HOWE, Thomas. Enciclopédia: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Tradução de Milton Azevedo Andrade. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AS DUAS BESTAS DO APOCALIPSE 13

O Anticristo e seu falso profeta   No capítulo 13 do livro do Apocalipse, o apóstolo João vê duas bestas; uma besta que sobe do mar que representa o Anticristo (um líder político) e a besta que surge da terra que representa o falso profeta (um líder religioso).   I.            A BESTA QUE SUBIU DO MAR - Ap 13.1.10 1.   A diferença entre Satanás e o Anticristo. No capítulo 12 verso 3 de Apocalipse, João viu Satanás o grande dragão vermelho (Pai), que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas, mas no capítulo 13 verso 1, João vê uma besta (Anticristo) com sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres, dez diademas. Vamos analisar uma diferença entre Satanás (o pai) e o Anticristo (o filho). Note que ambos tinham sete cabeças e dez chifres, a diferença é que Satanás tem “sete” diademas sobre a cabeça e o Anticristo tem “dez” diademas sobre os seus chifres. Deste modo, os...

OS QUATRO ÚLTIMOS IMPÉRIOS MUNDIAIS - DANIEL CAPÍTULO 7

Continuando o capítulo 2, tem outra profecia dentro do mesmo assunto: as quatro últimas potências mundiais. No capítulo 2 estes impérios são representados por uma imagem dividida em 4 partes, que se esmiuçaram ao impacto de uma pedra cortada de um monte. No presente capítulo, estes mesmos impérios representam-se por um leão, um urso, um leopardo, e um animal anônimo terrível e espantoso. Por fim, vem o Filho do Homem, exercendo o juízo e estabelecendo o reino eterno do Altíssimo. I.          OS TEMPOS DOS GENTIOS Que são os tempos gentios.   O texto de Lucas refere-se a um período especial no qual Jerusalém será pisada pelos gentios  (Lc 21.24). O tempo dos gentios teve seu inicio quando uma parte de Israel foi levado de sua terra para o cativeiro na Babilônia em  586 a .C. (2º Cr 36.1-21; Dn 1.1-2) e só terminará quando Cristo voltar para governar sobre todo o mundo, e assumir o trono de Davi (Lc 1.31-32). II. ...

Cobrar para pregar: isso é correto?

. . Por Leonardo G. Silva - Th.M. . Essa pergunta já me foi feita várias vezes e graças a Deus tenho minhas convicções muito bem firmadas. A essa pegunta batida e surrada a minha resposta é sempre a mesma: um reverberante não! Jesus nunca cobrou para pregar às multidões, e assim deixou-nos a preciosa lição de que aquilo que recebemos de graça, devemos dar de graça também. O apóstolo Paulo, apesar das constantes necessidades que envolvem a obra missionária, nunca  exigiu  que nenhuma igreja lhe enviasse ofertas, antes recebia de bom grado e com ações de graças aquilo que lhe era enviado. A verdade é que nenhum dos apóstolos do Senhor jamais estipularam uma quantia para pregar a palavra de Deus em alguma cidade. É claro que há alguns textos que enfatizam a necessidade de se sustentar os obreiros: “Digno é o obreiro do seu salário” (1Tm 5.18) e “o que é instruído na palavra, reparta seus bens com quem lhe instrui” (Gl 6.6) estão entre eles. Conheço essas passagen...