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Socorro! Os Levitas Voltaram...


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Por José Barbosa Júnior 

"Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino 

de longe eu avistava a figura de um menino,
que corria a abrir a porteira e depois vinha me pedindo,
toque o berrante seu moço, que é pra eu ficar ouvindo."

Os versos dessa canção, imortalizada na voz de Sérgio Reis, bem que poderiam servir em muitos de nossos cultos.

Hoje, em muitas de nossas igrejas o momento alto do culto, do louvor, ou seja lá do que chamarem a reunião, é o momento em que alguém toca o berrante, ou shophar, pra usar uma linguagem bíblico-judaica.

O shophar nada mais é que um berrante, feito com chifres de carneiros, instrumento muito utilizado pelos judeus e por isso mesmo (como tinha de acontecer, é claro!), revivido em nossos dias pelos levitas, cantores-líderes-de-louvor-ministradores que grassam em nosso meio, continuando a fazer estragos na simplicidade do evangelho de Cristo.

Qual o problema de se tocar um instrumento judaico em nossos cultos? Nenhum. Desde que seja apenas mais um instrumento, que sirva para harmonizar ou então enriquecer a música que se canta em apresentação ao nosso Grande Deus.

É aqui que surge o problema. O shophar não é apenas um instrumento, ele é O instrumento. Desenvolveu-se em nosso meio uma espécie de "teologia" para o uso do shophar e isso é problemático porque essas "teologias" são feitas por pessoas sem base bíblica alguma e que baseiam suas principais doutrinas naquilo que "sentem", ou que "recebem" através de uma "revelação especial".

O shophar, segundo algumas dessas teologias é um instrumento espiritual, que ao ser tocado invalida os poderes dos demônios nas regiões celestiais. O shophar, para alguns, é a própria voz de Deus na terra. Ora, isso é no mínimo, ridículo!!

Hoje, qualquer grande evento dos levitas re-judaizantes tem que ter o toque do shophar, senão não é abençoado, não está sob "unção" (Ô palavrinha mal usada nos nossos dias). O shophar virou a "galinha dos ovos de ouro" dos levitas. Todos querem toca-lo, todos querem o poder e a unção que vem dele.

"Grandes nomes" da música evangélica estão difundindo a cultura do shophar em nossas igrejas; Sóstenes Mendes já chegou a escrever que o Shophar faz os poderes celestiais tremerem; Mike Shea, o apóstolo do louvor ( no pavoroso ministério quíntuplo apostólico que Deus "enviou" ao Brasil) tem tocado o shophar em vários eventos, inclusive no maior já realizado no país, na gravação do último CD da Igreja Batista da Lagoinha. Em outro CD, o shophar foi tocado por um "espírito" que uns dizem ser de Deus. Isso mesmo!! O som divino do shophar "apareceu" do nada na gravação, o que mereceu, nas notas técnicas do CD a seguinte declaração quanto a quem tocou os instrumentos: Shophar - ? . Não é brincadeira!! Isso está acontecendo em nosso meio.

Creio que há um paralelo entre aqueles que vão pra igreja ouvir o toque do shophar com aqueles católicos que invadem as igrejas em busca de ver imagens chorando, ou sangrando. O princípio é o mesmo: idolatria! O instrumento é que é santo para essas pessoas.

Quanto ao toque do shophar... é um toque bonito. Nada contra. Mas que seja apenas mais um instrumento em meio a tantos outros, como o violão, o teclado, a bateria... pois o que faz realmente a diferença não é o instrumento em si, mas quem o toca. Desde que haja consagração, vida cristã no altar de Deus, coração aquecido, posso até tocar "caixinha de fósforo" e creio que isso chegará ao céu como cheiro suave, oferta viva Àquele que é digno de receber o melhor dos nossos corações.

Toque o berrante, seu moço! Mas toque também a bateria, o violão, o contra-baixo. Louvai ao Senhor com todos os instrumentos! Louvai-o principalmente, com santidade de vida, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus... nosso culto racional!

Que Deus nos dê graça,
José Barbosa Junior

Fonte: [ Crer é também Pensar ]

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