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20 argumentos a favor da existência de Deus – 7º. Argumento da contingência


20argumentos
  1. Notamos que as coisas ao nosso redor começam a exis­tir e deixam de existir. Uma árvore, por exemplo, surge [de forma perceptível, a partir da semente] como um pequeno broto, floresce; depois, seca e morre.
  2. Seja o que for que passe a existir ou deixe de existir, não tem necessariamente que existir; a não-existência é uma possibilidade real.
  3. Suponhamos que nada tenha que existir e que a não-existência seja uma possibilidade real para tudo.
  4. Então, agora mesmo, nada ia existir, porque:
  5. Se o universo começou a existir, então todos os seres teriam de traçar sua origem em algum momento no passado no qual não existia nada, literalmente.
  6. No entanto, nada pode surgir do nada.
  7. Então, o universo não poderia ter tido início.
  8. Entretanto, suponhamos que o universo nunca tivesse começado a existir. Logo, pela duração infinitamente longa da história cósmica, todos os seres teriam a possibilidade inerente de não existir.
  9. Mas, se em um tempo infinito essa possibilidade nunca foi tornada real, não poderia ter sido uma possibilidade real de maneira alguma.
  10. Logo, é preciso haver algo que tenha de existir, que não pode não existir. Esse tipo de Ser é chamado de necessário.
  11. Ou essa necessidade pertence aos seres por si próprios, ou deriva de outro Ser. Se ela parte de outro, tem de haver, em última instância, um Ser cuja necessidade não seja derivada, um Ser absolutamente necessário.
  12. Esse ser absolutamente necessário é Deus.
Questão: Mesmo que alguém nunca saísse de casa durante o dia, seria possível que uma pessoa fizesse isso. Por que é impossível que o universo ainda venha a existir, embora fosse possível que ele deixasse de existir?
Resposta: Esses dois casos não são realmente paralelos. Sair de casa em determinado dia é algo que podemos escolher fazer ou não. Mas, se a não-existência é uma possibilidade real para alguém, essa pessoa é um tipo de ser que não poderia durar para sempre. Em outras palavras, a possibilidade da não-existência deve ter sido incluída, programada, como parte da constituição da pessoa; uma propriedade necessária. E, se todos os seres também são assim, então como algo poderia ainda existir depois da passagem de um período infinito? Um período infinito é tão longo quanto a eternidade. Portanto, o Ser precisa ter o que é necessário para durar para sempre; para permanecer em existência por um período infinito. Portanto, tem de existir no reino dos seres algo que não tenha a tendência de deixar de existir. Esse tipo de Ser, como disse Aquino, é chamado de necessário.
Fonte: Manual de Apologética, de Peter Kreeft e Ronald Tacelli

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