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A falsa doutrina da “nova luz” das Testemunhas de Jeová

“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (ARA)
CasaemcasaA Tradução do Novo Mundo (TNM) das Testemunhas de Jeová lê nesta passagem: “Mas a vereda dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido”. As Testemunhas são ensinadas a usar o versículo como justificação para as muitas mudanças doutrinais que a seita fez durante os anos.
Quando são perguntadas sobre o envolvimento passado da organização com a Grande Pirâmide do Egito como uma ferramenta para predizer datas (para ver mais informações sobre isto, clique aqui) a Testemunha normalmente responderá: “nós já não acreditamos que porque a nova luz esclareceu este assunto”. Ou, quando perguntadas por que os usuários de tabaco foram rejeitados como candidatos para o batismo a partir dos anos 70, a TJ dirá: “nós recebemos nova luz sobre isto”. Em vez de ver essas mudanças como evidência da falta de confiança da liderança da seita, os membros concluem que Deus dirige a organização e que as mudanças provam o envolvimento ativo em uma base ininterrupta. “As igrejas estão em escuridão, mas Jeová faz a luz ficar mais luminosa para suas Testemunhas”, dirão as TJ. De fato, as Testemunhas de Jeovás ficam ansiosas para ouvirem as mudanças doutrinais de suas crenças serem anunciadas nos congressos ou ser introduzidas nas novas publicações, e um novo livro ou congresso que não tragam nenhuma “nova verdade” é uma decepção para elas.
Os cristãos ortodoxos realmente estão em escuridão porque os batistas e luteranos hoje abraçam as mesmas crenças que os batistas e luteranos de cem anos atrás?  Estamos em escuridão porque estamos perdendo a “nova luz” de Deus? É isto o que Pr. 4,18 realmente significa?
Não! Jesus Cristo é “a verdadeira Luz, que ilumina todo homem” (Jo. 1,9 – ARA). Quem que vem a Cristo está na luz. Que maior luz poderia haver? O contexto de Pr. 4,18 contrasta a vereda luminosa dos justos com a “vereda dos perversos” (versículo 14). “O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam” (versículo 19). Aqui não diz que o justo tropeça na direção errada até que ele receba uma “nova luz” para corrigí-lo. Se as “novas verdades” novas contradizem os velhos ensinos então a “velha luz” deve ter sido trevas.
Quando a seita da Torre de Vigia ainda estava em sua infância e antes que tivesse tempo para começar a consertar suas próprias doutrinas, o fundador Charles Taze Russell apontou a esta mesma prática como uma das falhas da seita adventista da que ele saiu. Ele disse:
“Se estivéssemos seguindo um homem isto seria muito diferente conosco; uma idéia humana contradiria a outra e o que era luz um, dois ou seis anos atrás agora seria  considerado como trevas; Mas com Deus não há variação, nem sombra de mudança e assim está com verdade; qualquer conhecimento ou luz que vêm de Deus devem ser como seu autor. Uma nova vista da verdade nunca pode contradizer uma verdade anterior. A ‘nova luz’ nunca extingue a velha ‘luz’, mas a complementa” (Zion’s Watch Tower, 1881 de fevereiro, página 3)
Com o tempo, a nova seita de Russell entrou no mesmo padrão de introduzir “novas verdades” que contradizem os ensinos anteriores da Torre de Vigia .
Porém, talvez a evidência mais convincente contra a falsa interpretação TJ de Pr. 4,18 é vista no freqüente retorno da organização aos pontos de vista anteriormente rejeitados. Por exemplo, a STV no começo ensinou que as “autoridades superiores” de Rm. 13:1 são os governos seculares, depois disse que isto era uma falsa doutrina e identificou as “autoridades superiores” como Deus e Cristo e atualmente voltou ao velho ensino que elas são os governos seculares. A Sociedade falou para seus seguidores ativos que eles eram todos “ministros”. Depois negou este ensino nos anos 70, lhes disse que só os líderes eram ministros, e então nos anos 80 retomou a crença que todas as Testemunha de Jeová ativas são ministros. Uma história similar de reviravolta doutrinal na seita aconteceu no ensino sobre a identidade do “escravo fiel e discreto” de Mateus 24,45. Primeiro disseram que o “escravo” era coletivamente a congregação cristã, depois disseram que foi Charles Taze Russell e depois voltaram ao velho ensino que era a congregação inteira. Este costume de doutrinas mutantes da Torre de Vigia tocou até mesmo no assunto se os habitantes de Sodoma e Gomorra seriam ressuscitados (veja mais detalhes aqui). A resposta oficial foi SIM em 1879, NÃO em 1952, SIM novamente em 1965, e NÃO mais uma vez em 1988.
Nestes assuntos, em vez de “crescentes lampejos de luz” a “luz” TJ sempre ficou acendendo e apagando durante o tempo. Todos deveriam saber que o caminho da Torre de Vigia não é o “caminho dos justos” (Pr. 4,18) mas se parece mais com uma estrada rumo à destruição (Mateus 7:13). As grandes mudanças doutrinais que a organização das Testemunhas de Jeová fez durante os anos são descritas nas Escrituras, mas não em Provérbios 4,18. O versículo apropriado na Tradução do Novo Mundo é Ef. 4,14: “a fim de que não sejamos mais pequeninos, jogados como que por ondas e levados para cá e para lá por todo vento de ensino, pela velhacaria de homens, pela astúcia em maquinar o erro” ou como parafraseado na Bíblia Viva: “então não seremos mais como crianças, sempre mudando nossa idéia a respeito daquilo que cremos porque alguém nos disse uma coisa diferente, ou habilmente nos mentiu, e fez que a mentira soasse como verdade”.
Por: David A. Reed

Tradução: Emerson H. de Oliveira (extraído de “As testemunhas de Jeová Refutadas Versículo Versículo” – COMMENTS FROM THE FRIENDS)

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